sábado, 19 de abril de 2014

Artesanato, Tim Burton e Alan Stivell. Duendes à solta?

(Clique na imagem para ampliar)

Artesanato criativo: peças construídas a partir de ramos de árvores. Fez-me lembrar o universo imaginário de Tim Burton:


E também isto:


sexta-feira, 18 de abril de 2014

Queluz e Carlos Seixas


A paixão pela música está omnipresente nos silêncios do Palácio Nacional de Queluz e seus jardins. A haver uma banda sonora para a visita, esta excelente peça musical do compositor português Carlos Seixas faria decerto parte dela.




segunda-feira, 14 de abril de 2014

Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!

Van Gogh, Campo de trigo com corvos


Antes o voo da ave, que  passa e não deixa rasto, 

Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão. 

A ave passa e esquece, e assim deve ser. 

O animal, onde já não está e por isso de nada serve, 

Mostra que já esteve, o que não serve para nada.

A recordação é uma traição à Natureza, 

Porque a Natureza de ontem não é Natureza. 

O que foi não é nada, e lembrar é não ver.

Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!

Alberto Caeiro, in O Guardador de Rebanhos


Nick Cave, da banda sonora de um filme belíssimo como poucos: Aves Migratórias (Peuple Migrateur, 2001), de Jacques Perrin.


sábado, 12 de abril de 2014

O problema é deles?!...



O problema é deles!”, disse ela. E dei comigo a pensar: onde estaríamos nós se os capitães de Abril pensassem desse modo?

Uma coisa leva a outra, e lembrei-me deste livro magnífico lido num Verão em Tondela. Lembro-me bem das conversas infindáveis nas noites quentes, em que sentíamos que o mundo era uma coisa que podia ter a nossa marca, onde valia a pena lutar por nós e pelos outros também. Uma altura em que não passava pela cabeça de ninguém dizer que “o problema é deles!”. Que mais não fosse porque

“Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do género humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”.

John Donne

Post-scriptum: mais ou menos por essa altura ouvia muito isto. Um álbum extraordinário, de uma banda única. Deixo aqui uma das minhas músicas preferidas:



quinta-feira, 10 de abril de 2014

nothing's gonna change my world



Há 44 anos, os Beatles anunciavam o fim da banda. 

Faz sentido. Nada é eterno, nem sequer o universo...




quarta-feira, 9 de abril de 2014

joie de vivre

Matisse, Le bonheur de vivre (1905), óleo sobre tela

“Transforme-se pela pintura o hino à alegria de Beethoven num quadro artístico e, deixando curso livre à imaginação, contemple-se os milhões de seres frementes, prosternados na poeira: nesse momento está próxima a embriaguez dionisíaca. (...) O homem deixou de ser artista para ser obra de arte: o poderio estético de toda a natureza, agora ao serviço da mais alta beatitude e da mais nobre satisfação do Uno primordial, revela-se neste transe, sob o frémito da embriaguez.”

Friedrich Nietzsche, in O Nascimento da Tragédia No Espírito da Música


quinta-feira, 3 de abril de 2014

Graveto, pilim, cacau, narta, carcanhol...

Andy Warhol

Money, dizem os cámones. Prefiro mil vezes as versões tuga: tostão, bago, grana, massa, papel, narta, graveto, pilim, cacau, pasta, guita, verdinhas, carcanhol, verba, merréis, vil metal, tutu, cobres... Enfim, aquilo com que se compram os melões.