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| Maria Miguel Café, sem título, setembro 2017
Bem-vindo, Outono.
(Por que demoraste tanto?)
Peter Hammill, Forsaken Gardens
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Este é um blogue sobre cinema e filosofia (na sala de aula e não só). Mas também sobre música, arte, literatura, entre outras coisas que enriquecem a minha vida. Neste sentido, é também um blogue pessoal.
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sexta-feira, 22 de setembro de 2017
Bem-vindo, Outono.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Dedicado aos meus alunos do 11.º ano: até sempre!
Depois de algumas hesitações, regressei a este texto para me despedir de vocês e, deste modo, agradecer-vos o prazer e o privilégio que foi para mim ter sido vosso professor. Fecha-se um ciclo, precisamente com um dos textos de boas vindas à Filosofia que vos ofereci no início do 10º ano. Ilustrado com duas fotografias de Henri Cartier-Bresson, um fotógrafo genial que muito aprecio.
Porque, tal como vos disse hoje na última aula, acredito que o conhecimento, a arte e a cultura fazem de nós melhores pessoas e tornam mais ricas as nossas vidas.
E tinha que haver uma música, claro. Jack Johnson, uma mensagem de esperança para que realizem os vossos sonhos.
Divirtam-se :)
«Do que você precisa, acima de tudo,
é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por
você; fique certo de que valem mais todos os erros se forem cometidos segundo o
que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles forem meus, não seus. Os
meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. É possível que depois
da oposição venha a pensar o mesmo que eu; mas nessa altura já o pensamento lhe
pertence. São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque
esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que
mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem. Feche, pois, os
ouvidos ao que lhe ensino, se alguma coisa lhe ensino; faça a viagem por sua
conta e risco, você mesmo ao leme.»
Agostinho
da Silva, in Sete Cartas a Um Jovem Filósofo
domingo, 20 de abril de 2014
Celebração da Natureza.
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| Fotografia de Maria Miguel Café, retirada daqui (Clique na imagem para ampliar) |
Não
acredito em Deus porque nunca o vi.
Se elle quizesse que eu accreditasse
nelle,
Sem duvida que viria fallar commigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!
(...)
Mas se Deus é as flores e as arvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nelle,
Então acredito nelle a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma
missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos
ouvidos.
CAEIRO, Alberto, O Guardador de Rebanhos, V
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
domingo, 3 de novembro de 2013
Um dia, a natureza acabará por cobrir a totalidade dos muros.
Fotografias de Susana Paiva
«Por que havemos
de querer a todo o custo constranger o universo conferindo-lhe esta ou aquela
forma?», perguntou um dia Neuville. «Eu estou agora a observar desenhos que me
enviou, os que representam os ramos das árvores fruteiras presos aos muros e
orientados de tal modo que em breve os cobrirão inteiramente. Talvez me considere
severo, mais uma vez. Mas por quê torturar as árvores, como o senhor Le Nôtre
maltrata os jardins? As antigas árvores fruteiras não produziam em abundância,
quando as deixava em liberdade? O mundo não é bonito em si, sem que tenhamos
necessidade de intervir tão violentamente? Aceito que seja dever do homem
ajudar o mundo a reproduzir-se, mas não dominando-o, limitando-o, como o senhor
diz e mostra fazer. Considero que as árvores alinhadas, podadas em ponta,
morrem. Só persiste o que cresce ao sabor do acaso.
«A
cultura em latadas permite que as árvores ganhem em produtividade», respondeu o
jardineiro; «mas também me agrada pensar que, um dia, a natureza acabará por
cobrir a totalidade dos muros. No Verão, a pedra far-se-á vegetal e, no
Inverno, o vegetal tornar-se-á pedra. Apraz-me a ideia de que, unindo-os, crio
um novo universo em que o tempo é mais lento e a solidão menos intensa. Um
mundo fechado em que, no entanto, os horizontes se esbatem. Um novo território
até então ignorado pelos homens, onde será bom pensar, caminhar e viver.
RICHAUD, Frédéric, O Jardineiro do Rei, Lisboa, Temas &
Debates, 2001, pág. 81
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Sobre a fotografia de fundo do blogue
É um dos trabalhos de que mais gosto de Susana Paiva, uma genial fotógrafa portuguesa que tive o prazer e a honra de conhecer recentemente e cujo trabalho acompanho com enorme fascínio e deleite.
Esta sua fotografia ilumina por agora este meu renovado blogue. Grande parte da obra de Susana Paiva pode ser descoberta em http://www.susanapaiva.com/.
Uma visita obrigatória.
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